CONFISSÃO DE
UM CARRASCO
QUE
TORNOU-SE VITIMA
PASTOR
PEDRO ALVES
CONFISSÃO DE UM CARRASCO QUE TORNOU-SE VITIMA
Eu
Saulo de Tarsos, sou judeu, nasci em Tarsos uma capital da Cilícia,
onde tinha um centro comercial era uma povoação mista. Por volta do
primeiro ano da era cristã. “O meu nome é uma homenagem ao Rei
Saul”. De Tarsos fui levado para a cidade de Jerusalém, foi nesta
cidade que eu aprendi com o mestre Gamaliel a lei dos meus
antepassados sendo muito zeloso com as coisas de Deus (Atos 22:3).
O
meu pai era um fariseu casado com uma mulher grega, (portanto tenho
dupla Cidadania) sendo judeu e romano já que Tarsos é uma província
romana (Atos 22:28). Tenho uma irmã que mora atualmente em Jerusalém
junto com o meu sobrinho (23:16). Sou da família da tribo de
Benjamim, no decorrer da minha vida aprendi uma profissão (fazer
tendas) pela qual sobrevivo.
Na
minha juventude fui um dos principais perseguidores do evangelho.
Perseguindo assim muitos dos chamados crentes, matando, maltratando e
levando muitos arrastados até os cárceres, tanto homem como
mulheres sem nenhuma piedade, isso fazia sob as ordens dos
Sumos-Sacerdotes, estes por sua vez os chamados cristãos eram
levados ao sinédrio.
Todos
esses crimes cometi antes de ter um encontro com Cristo Jesus e obter
a minha carta de alforria (liberdade) alem de está presente no
apedrejamento do jovem Estevão, do qual eu mesmo apanhei as suas
vestes como troféu do meu envolvimento com este crime brutal, sem
saber que ia sofrer a mesma fúria destes homens que guardam a lei
dos fariseus que é a seita mais severa da nossa religião.
Como
se ler, eu cometi todo o tipo de atrocidade contra os meus irmãos,
durante a minha juventude, muitas das vezes por completa ignorância
e é bom deixar bem claro que todos do sinédrio só perseguiam
aqueles crentes helenísticos que como Estevão tinha uma visão mais
ampla do universalismo do evangelho e que poderia trazer uma grande
ameaça às leis do judaísmo.
Por
isso nós saímos assolando aqueles homens inocentes, entrando nas
casas, arrastando tantos os homens como as mulheres lançando-os nas
prisões. Entretanto muitos fugiram para outras cidades pregando o
evangelho e isso nos deixava furiosos.
Certo
dia fui eu pessoalmente diante do sumo sacerdote para lhe pedir uma
carta com ordem para prender e até matar todos os que falavam deste
morto chamado Jesus o Nazareno. O sumo sacerdote (Caifaz) deu-me a
carta de autorização do sinédrio (tribunal) para matar todos os
judeus “cristãos” que habitasse em toda a extensão do império
romano. Então reuni muitos dos meus irmãos da religião judaica e
fomos atrás deles estrada afora os capturando-os como animais a
corretando-os e os conduzindo de volta a Jerusalém.
Mas
dia eu com muitos soldados íamos no caminho da cidade de Damasco,
quando de repente uma grande e poderosa luz apareceu com um brilho
intenso, e esta me fez cair por terra, ali fiquei caído sem ter
forças para levantar-me não podia enxergar nada. Foi então que
ouvi uma voz que chamava o meu nome – Saulo! Saulo, por que tu me
persegues. Não podia vê-lo, mas aquela voz falava comigo, fiquei
assustado, tentei abrir os olhos e não consegui. Eu então perguntei
- quem és tu que fala comigo; ao que me respondeu—Eu sou
Jesus a quem tu estás perseguindo, mas levanta-te, e entra na
cidade, onde alguém te dirá o que tens que fazer.
Levantei-me
abri os olhos e nada pude ver e os meus companheiros guiando-me pela
mão ao meu pedido levaram-me para a cidade, pedi a eles que me
levasse para a casa de certo Ananias. Os quais assim fizeram, quando
ali cheguei despedi a todos para voltarem para Jerusalém, e assim o
fizeram. Estava eu só na cidade de Damasco, na casa de um
desconhecido. Naquela casa comecei a pedir a Deus uma explicação do
que estava se passando comigo. Enquanto orava vi entrar um homem,
Chamado
Ananias, este pôs as mãos em a minha cabeça e orando ao Senhor
Jesus para que me recuperasse a visão dizendo: - Saulo, meu irmão,
o Senhor Jesus me enviou, o mesmo Jesus que apareceu a ti no caminho
de Damasco. Ordenando-me que orasse por ti para que recuperes a visão
e fiques cheios do Espírito Santo.
E
acrescentou; que tu irás sofrer muito por causa do seu nome. Quando
aquele homem terminou de orar eis que dos meus olhos caíram uma
imensa escama, e no mesmo instante passei a vê e fui batizado.
Estava com muita fome já que não comi e nem bebi nada durante três
dias. Saído eu das águas logo fui alimentado, e me senti
fortalecido. Fiquei alguns dias com os discípulos, aprendendo tudo a
cercar do Senhor Jesus. Eles me contaram acerca de sua divindade e
das profecias a seu respeito, e eu como um bom conhecedor da lei fui
conferir nas escrituras; encontrei no livro de Isaias (9:6-7) as
seguintes palavras:
“porque
um menino nos nasceu, um filho se nos deu; governo está sobre os
seus ombros; e o seu nome será maravilhoso, conselheiro, Deus forte,
pai da eternidade, príncipe da paz. Para que se aumente o seu
governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu
reino, para estabelecer e o afirmar mediante o juízo e a justiça,
desde agora e para sempre, o zelo do Senhor dos exércitos fará
isso”.
Pude
compreender a partir desta leitura que o Senhor Jesus Cristo tinha
duas naturezas a (divina de “Filho de Deus”) e a (humana “um
menino” nascido de uma mulher) doutrina que mais tarde passei a
ensinar (Gl 4:4 “Mas, vindo a
plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher,
nascido debaixo de lei,”).
Acerca
do lugar do seu nascimento encontrei no livro de Miquéias (5:2) as
seguintes palavras:
“E
Tu, Belém de Efrata, és pequena demais para figurar como grupo de
milhares de Judá, mas de ti sairá o que há de reinar em Israel, e
cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da
eternidade”.
Acerca
da sua nacionalidade, encontrei no livro de Gênesis (22:18) “e
nela serão benditas todas as nações da terra: Porquanto
obedecestes a minha voz”.
A
respeito da sua tribo “clã ou família” verifiquei no livro de
Gênesis (49:10) “o cetro não se arredará de Judá, nem o
bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a Ele obedecerão
os povos”.
Sobre
a sua linhagem encontrei no livro de Isaias (11:1) que diz: “do
trono de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes um renovo”.
Da
sua humanidade os rolos de pergaminhos li assim, no livro de Gênesis
(3:15). “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua
descendência e o seu descendente! Este te ferirá a cabeça, e tu
lhe ferireis o calcanhar”.
Acerca
do tempo em que ia nascer encontrei no livro de Daniel (9:25). “Sabe,
e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar
Jerusalém, até ao ungido, ao príncipe, sete semanas e setenta e
duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas
em tempos angustiosos”.
Sobre
o seu nascimento ainda não estava escrito, mais eles me contaram da
seguinte forma—Havia uma jovem camponesa da tribo clã ou familia”
de Benjamim que se enamorou de um varão “homem” chamado José,
e com o passar do tempo noivaram, nesse meio tempo ela recebeu a
visita de um anjo que lhe disse que ela iria conceber um filho, mas
não da fertilidade do homem e, sim, do Espírito Santo;
Então
ela achou-se grávida. Quando José sobe que sua querida noiva se
achava grávida, resolveu deixá-la sem que ninguém soubesse, mas o
mesmo anjo que apareceu a Maria lhe apareceu em sonho e mandou que
ele a recebesse como a sua mulher, lhe explicando os intentos divinos
acerca do menino. “Ela dará a luz a um filho e tu lhe porás o
nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo de seus pecados”.
Despertando
do sonho José fez como o anjo lhe ordenará, foi e levou a sua noiva
para casa. Ela ficou com José sem ser tocada até depois do
nascimento do Senhor Jesus.
Na
época de Herodes (o Grande), que reinava sobre a palestina, e estava
revestido do poder real dado pelo o imperador César Augusto.
(Herodes era um Idumeu de nascença, era um dos filhos de Esaú irmão
mais velho de Jacó). Começou ele a reinar por volta do ano 37 antes
do nascimento de Jesus, e reinou durante 33 anos morrendo no ano
quatro ou cinco da era cristã.
Os
romanos lhes chamavam de rei dos judeus, pois ele era um homem cruel
e sanguinário por isso os judeus o odiava. Contudo veio a morrer
como todos os ímpios morreram.
O
Nascimento do Senhor Jesus Cristo aconteceu em um momento muito
esperado por todo o povo judeu. Assim, numa noite de verão nasceu
Jesus e Maria sua mãe o enfaixou e o deitou em uma caminha feita de
capim, já que o lugar do seu nascimento foi em um estábulo, pois
naquela cidade não havia nenhum lugar onde pudessem passar a noite,
o único lugar que foi oferecido a José foi um estábulo (uma
cocheira onde os animais viviam) este foi o maior acontecimento da
historia da humanidade...
A
tragédia foi que os seus não quiseram reconhecer a glória de
Israel. Nem o Rei, nem o sumo sacerdote, nem os escribas, homens
formados na lei sagrada. Não quisera adorará o Messias tão
esperado. Enquanto os seus o rejeitavam, os gentios acharam adoraram
e creram no salvador dos homens.
O nascimento de Jesus
Estando
Maria sua mãe desposada com José, sem que tivesse antes coabitado,
achou-se grávida pelo o Espírito Santo. “Jesus foi concebido por
obra e graça do Espírito Santo, e nasceu de Maria, sendo esta ainda
virgem sua conceição foi sobrenatural, não de semente humana, mas
divina”. Quando José, homem justo, soube que a sua querida noiva
achava-se grávida, resolveu deixá-la sem que ninguém soubesse, foi
quando apareceu o anjo do Senhor, e mandando que a recebesse como sua
mulher.
Cerca
de cinco anos antes do nascimento de Jesus, havia um sacerdote já
avançado em idade, cujo nome era Zacarias, estava no templo
queimando incenso, quando apareceu um anjo e lhe disse que havia de
nascer um filho que sendo cheio do Espírito Santo, e ia adiante do
Senhor, no Espírito e poder de Elias, a fim de preparar um povo para
Ele. Pouco meses depois foi enviado por Deus o anjo Gabriel a jovem
desposada com José ambos da tribo de Judá, que viviam em uma cidade
chamada Nazaré.
Ao
se aproximar de Maria esta se turbou ao ouvir aquelas palavras do
anjo “salve eu te saúdo como a mulher favorecida entre todas as
mulheres, não temas porque achaste graça diante de Deus, e tu darás
a luz a um filho a quem porás o nome de Jesus; Ele será chamado
filho do altíssimo e lhe Dará o Senhor o trono de Davi seu pai,
reinará na casa de Jacó eternamente e o seu reino não terá fim”.
–Maria
ignorava a maneira como poderia realizar o anuncio daquele
anjo. Continuou o anjo “virá sobre te o Espírito Santo, e o poder
do altíssimo te cobrirá com a sua sombra: por isso o que há de
nascer será chamado Santo: filho de Deus. Pois para Deus nada é
impossível”. Ao que respondeu: Eis aqui a serva do Senhor:
cumpra-se em mim segundo a sua palavra. –Maria no momento de maior
exaltação, só teve uma atitude, humildade se entregando
inteiramente a vontade de Deus. (Eva escutando a serpente ignorou a
palavra de Deus e condenou a humanidade).
–Maria
humilhando-se e obedecendo a voz do Senhor cooperou para a salvação
de humanidade que estava perdida. Passados nove meses de obscuro
silencio, Maria e José caminharam para a cidade de Belém de Judá
onde tinha sido decretado o recenseamento do então rei Cirino e para
que cumprisse a profecia do profeta Miquéias que indicou esta cidade
como pátria do futuro Messias (5;2).
Assim
nasceu o filho de Deus, os anjos cantavam gloria a Deus nas alturas.
Jesus é apresentado no templo
No
dia em que Jesus foi apresentado no templo, o velho Simeão tomando-o
em seus braços proclamou: “Luz para iluminar as nações e para
gloria de teu povo Israel”. (Lc 2:32). Mas antes desta profecia o
profeta Isaias proclamou “o povo que andava em trevas, viu uma
grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte
resplandeceu a luz”. (Is 9:2). –Essa luz divina que emana de
Cristo foi vista em forma de estrelas por homens de terra longínquos,
num lugar ao oriente da palestina. Esses homens seguiram o fenômeno
sobrenatural até vê que a luz pousava em cima do lugar onde estava
o menino.
Esta
aparição da estrela coincidia com a espera do Messias pelos judeus,
e aqueles pastores não duvidaram em seguir a inspiração divina que
os impeliam a deixar tudo, a fim de descobrir a verdade. Aqueles
homens não procuraram o Senhor Jesus em desfiles régio como
ingenuamente nos são apresentados, mas chegaram a Jerusalém e
depois a Belém, cansados de uma viagem longa e incerta desiludidos
pela ignorância e apatia do povo e do rei da Judéia, mas o seu
maior prêmio foi o encontro com o Cristo, ao qual ofereceram o
melhor que tinham a sua fé, e como prova de sua fé, deram presentes
trazidos de suas terras, (ouro, incenso e mirra). Jesus neste
episódio fez sua apresentação diante dos gentios, pois que o
Messias dos judeus é o Messias do mundo inteiro. E é a realização
do cumprimento de todas as profecias feitas a Israel. É certo que os
primeiros fiéis foram israelitas, porém é certo de Cristo é a luz
para iluminar aos gentios como afirma João no seu prólogo:
“ali estava a luz verdadeira que ilumina a todo homem que
vem ao mundo” (Jô 1:9).
Jesus crescia em sabedoria e
em graça diante de Deus e dos homens.
O Batismo de Jesus
“Este
é o meu filho amado” quando Deus determinou que o caminho da
redação manifestasse total e claramente ao povo de Israel, dirigiu
sua palavra a João, filho de Zacarias, e no deserto como havia
anunciado o profeta Isaías: “Eis que eu envio o meu anjo que
preparará o caminho diante de mim” e ele foi por toda terra do
Jordão, preparando e pregando o batismo de arrependimento para o
perdão dos pecados. “E naqueles dias apareceu João
batista pregando no deserto da Judeia.
E
dizia: arrependei-vos porque é chegado o reino dos céus”, e iam
até João multidões de todas as partes de Israel para serem
batizados no rio Jordão. E Jesus veio ali para ser batizado com este
batismo da remissão de pecados, isto era necessário acontecer na
vida pública de Jesus se colocando ao lado dos soldados, dos
publicanos, dos ladrões e dos pecadores. Ora sabemos que o Senhor
Jesus se humilhou a si mesmo, antes da circuncisão e também no
batismo. O que nos mostrar que o Senhor não se batizou por causa dos
seus pecados, pois não tinha nenhum, e sim, como símbolo do seu
amor.
Depois
que Jesus foi batizado no rio Jordão algo de maravilhoso aconteceu,
eis que os céus se abriram para do testemunho daquele que viria para
salvar o mundo do pecado, e eis que uma voz dos céus dizia: “Este
é o meu filho amado, em quem mim comprazo”. (Mt
3:17). Com este batismo no rio Jordão o Senhor Jesus começou a
manifestar sua decisão de tomar as nossas culpas em nosso lugar.
Dali retirou-se para o deserto a fim de orar e jejuar.
No silêncio do deserto
No
silêncio e na solidão do deserto quente das terras de Judá, o
Senhor Jesus começou sua preparação para o seu ministério.
Ficando em oração e jejum por quarenta dias e quarenta noites
sofrendo por toda humanidade.
No
momento de angustia e sofrimento o diabo aproximou-se dele em forma
humana para fazê-lo cair em tentação do abuso do poder da palavra
do Onipotente Deus. Pois este teve fome, chegando-se perto dele
disse: Se tu eis o filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em
pães. Ao que o Senhor respondeu: “nem só de pão
vive o homem, mas de toda palavra que saem da boca de Deus”.
Dali
o diabo levou-o para a cidade santa e colocou-o sobre o pináculo do
templo, dizendo: “Se tu eis o filho de Deus, lança-te daqui
abaixo, por que está escrito que aos seus anjos dará ordem a teu
respeito e estes tomar-te-á nas mãos para que não tropeces em
alguma pedra”.
Depois
o levou-o para um monte muito alto e mostrou-lhe todo o reino do
mundo e a gloria deles. E disse-lhe: “Tudo isto te darei se, de
joelho me adorar. Ao que respondeu Jesus: está escrito só o Senhor
teu Deus adorarás, e só a Ele servirás”. Em vez de um
messias terreno e príncipe deste mundo, Jesus prefere ser o servo de
Deus, cheio de sofrimentos, anunciado pelo o profeta Isaias, prefere
padecer e aceitar o cálice que lhe deu o Pai, para entrar na sua
glória.
Saindo
do deserto Jesus ia passando em um caminho e ali estava João Batista
com os seus discípulos, ao vê-lo João Batista exclamou: “Eis
o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Assim
João Batista passou o ministério que até então era seu para o
Senhor Jesus. Alguns discípulos de João seguiram ao mestre.
Percorria Jesus por toda a terra de Israel, fazendo milagres e
ensinando a palavra de Deus.
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