segunda-feira, 22 de agosto de 2016

CONFISSÃO DE UM CARRASCO QUE TORNOU-SE VITIMA

CONFISSÃO DE UM CARRASCO
QUE TORNOU-SE VITIMA
PASTOR PEDRO ALVES

CONFISSÃO DE UM CARRASCO QUE TORNOU-SE VITIMA

Eu Saulo de Tarsos, sou judeu, nasci em Tarsos uma capital da Cilícia, onde tinha um centro comercial era uma povoação mista. Por volta do primeiro ano da era cristã. “O meu nome é uma homenagem ao Rei Saul”. De Tarsos fui levado para a cidade de Jerusalém, foi nesta cidade que eu aprendi com o mestre Gamaliel a lei dos meus antepassados sendo muito zeloso com as coisas de Deus (Atos 22:3).

O meu pai era um fariseu casado com uma mulher grega, (portanto tenho dupla Cidadania) sendo judeu e romano já que Tarsos é uma província romana (Atos 22:28). Tenho uma irmã que mora atualmente em Jerusalém junto com o meu sobrinho (23:16). Sou da família da tribo de Benjamim, no decorrer da minha vida aprendi uma profissão (fazer tendas) pela qual sobrevivo.

Na minha juventude fui um dos principais perseguidores do evangelho. Perseguindo assim muitos dos chamados crentes, matando, maltratando e levando muitos arrastados até os cárceres, tanto homem como mulheres sem nenhuma piedade, isso fazia sob as ordens dos Sumos-Sacerdotes, estes por sua vez os chamados cristãos eram levados ao sinédrio.
Todos esses crimes cometi antes de ter um encontro com Cristo Jesus e obter a minha carta de alforria (liberdade) alem de está presente no apedrejamento do jovem Estevão, do qual eu mesmo apanhei as suas vestes como troféu do meu envolvimento com este crime brutal, sem saber que ia sofrer a mesma fúria destes homens que guardam a lei dos fariseus que é a seita mais severa da nossa religião.

Como se ler, eu cometi todo o tipo de atrocidade contra os meus irmãos, durante a minha juventude, muitas das vezes por completa ignorância e é bom deixar bem claro que todos do sinédrio só perseguiam aqueles crentes helenísticos que como Estevão tinha uma visão mais ampla do universalismo do evangelho e que poderia trazer uma grande ameaça às leis do judaísmo.

Por isso nós saímos assolando aqueles homens inocentes, entrando nas casas, arrastando tantos os homens como as mulheres lançando-os nas prisões. Entretanto muitos fugiram para outras cidades pregando o evangelho e isso nos deixava furiosos.

Certo dia fui eu pessoalmente diante do sumo sacerdote para lhe pedir uma carta com ordem para prender e até matar todos os que falavam deste morto chamado Jesus o Nazareno. O sumo sacerdote (Caifaz) deu-me a carta de autorização do sinédrio (tribunal) para matar todos os judeus “cristãos” que habitasse em toda a extensão do império romano. Então reuni muitos dos meus irmãos da religião judaica e fomos atrás deles estrada afora os capturando-os como animais a corretando-os e os conduzindo de volta a Jerusalém.

Mas dia eu com muitos soldados íamos no caminho da cidade de Damasco, quando de repente uma grande e poderosa luz apareceu com um brilho intenso, e esta me fez cair por terra, ali fiquei caído sem ter forças para levantar-me não podia enxergar nada. Foi então que ouvi uma voz que chamava o meu nome – Saulo! Saulo, por que tu me persegues. Não podia vê-lo, mas aquela voz falava comigo, fiquei assustado, tentei abrir os olhos e não consegui. Eu então perguntei - quem és tu que fala comigo; ao que me respondeu­­—Eu sou Jesus a quem tu estás perseguindo, mas levanta-te, e entra na cidade, onde alguém te dirá o que tens que fazer.

Levantei-me abri os olhos e nada pude ver e os meus companheiros guiando-me pela mão ao meu pedido levaram-me para a cidade, pedi a eles que me levasse para a casa de certo Ananias. Os quais assim fizeram, quando ali cheguei despedi a todos para voltarem para Jerusalém, e assim o fizeram. Estava eu só na cidade de Damasco, na casa de um desconhecido. Naquela casa comecei a pedir a Deus uma explicação do que estava se passando comigo. Enquanto orava vi entrar um homem,

Chamado Ananias, este pôs as mãos em a minha cabeça e orando ao Senhor Jesus para que me recuperasse a visão dizendo: - Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus me enviou, o mesmo Jesus que apareceu a ti no caminho de Damasco. Ordenando-me que orasse por ti para que recuperes a visão e fiques cheios do Espírito Santo.

E acrescentou; que tu irás sofrer muito por causa do seu nome. Quando aquele homem terminou de orar eis que dos meus olhos caíram uma imensa escama, e no mesmo instante passei a vê e fui batizado. Estava com muita fome já que não comi e nem bebi nada durante três dias. Saído eu das águas logo fui alimentado, e me senti fortalecido. Fiquei alguns dias com os discípulos, aprendendo tudo a cercar do Senhor Jesus. Eles me contaram acerca de sua divindade e das profecias a seu respeito, e eu como um bom conhecedor da lei fui conferir nas escrituras; encontrei no livro de Isaias (9:6-7) as seguintes palavras:

porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será maravilhoso, conselheiro, Deus forte, pai da eternidade, príncipe da paz. Para que se aumente o seu governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para estabelecer e o afirmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre, o zelo do Senhor dos exércitos fará isso”.

Pude compreender a partir desta leitura que o Senhor Jesus Cristo tinha duas naturezas a (divina de “Filho de Deus”) e a (humana “um menino” nascido de uma mulher) doutrina que mais tarde passei a ensinar (Gl 4:4 Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei,”).

Acerca do lugar do seu nascimento encontrei no livro de Miquéias (5:2) as seguintes palavras:
E Tu, Belém de Efrata, és pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, mas de ti sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”.
Acerca da sua nacionalidade, encontrei no livro de Gênesis (22:18) “e nela serão benditas todas as nações da terra: Porquanto obedecestes a minha voz”.

A respeito da sua tribo “clã ou família” verifiquei no livro de Gênesis (49:10) “o cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a Ele obedecerão os povos”.
Sobre a sua linhagem encontrei no livro de Isaias (11:1) que diz: “do trono de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes um renovo”.

Da sua humanidade os rolos de pergaminhos li assim, no livro de Gênesis (3:15). “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente! Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferireis o calcanhar”.

Acerca do tempo em que ia nascer encontrei no livro de Daniel (9:25). “Sabe, e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao ungido, ao príncipe, sete semanas e setenta e duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”.
Sobre o seu nascimento ainda não estava escrito, mais eles me contaram da seguinte forma—Havia uma jovem camponesa da tribo clã ou familia” de Benjamim que se enamorou de um varão “homem” chamado José, e com o passar do tempo noivaram, nesse meio tempo ela recebeu a visita de um anjo que lhe disse que ela iria conceber um filho, mas não da fertilidade do homem e, sim, do Espírito Santo;

Então ela achou-se grávida. Quando José sobe que sua querida noiva se achava grávida, resolveu deixá-la sem que ninguém soubesse, mas o mesmo anjo que apareceu a Maria lhe apareceu em sonho e mandou que ele a recebesse como a sua mulher, lhe explicando os intentos divinos acerca do menino. “Ela dará a luz a um filho e tu lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo de seus pecados”.

Despertando do sonho José fez como o anjo lhe ordenará, foi e levou a sua noiva para casa. Ela ficou com José sem ser tocada até depois do nascimento do Senhor Jesus.

Na época de Herodes (o Grande), que reinava sobre a palestina, e estava revestido do poder real dado pelo o imperador César Augusto. (Herodes era um Idumeu de nascença, era um dos filhos de Esaú irmão mais velho de Jacó). Começou ele a reinar por volta do ano 37 antes do nascimento de Jesus, e reinou durante 33 anos morrendo no ano quatro ou cinco da era cristã.

Os romanos lhes chamavam de rei dos judeus, pois ele era um homem cruel e sanguinário por isso os judeus o odiava. Contudo veio a morrer como todos os ímpios morreram.

O Nascimento do Senhor Jesus Cristo aconteceu em um momento muito esperado por todo o povo judeu. Assim, numa noite de verão nasceu Jesus e Maria sua mãe o enfaixou e o deitou em uma caminha feita de capim, já que o lugar do seu nascimento foi em um estábulo, pois naquela cidade não havia nenhum lugar onde pudessem passar a noite, o único lugar que foi oferecido a José foi um estábulo (uma cocheira onde os animais viviam) este foi o maior acontecimento da historia da humanidade...

A tragédia foi que os seus não quiseram reconhecer a glória de Israel. Nem o Rei, nem o sumo sacerdote, nem os escribas, homens formados na lei sagrada. Não quisera adorará o Messias tão esperado. Enquanto os seus o rejeitavam, os gentios acharam adoraram e creram no salvador dos homens.

O nascimento de Jesus

Estando Maria sua mãe desposada com José, sem que tivesse antes coabitado, achou-se grávida pelo o Espírito Santo. “Jesus foi concebido por obra e graça do Espírito Santo, e nasceu de Maria, sendo esta ainda virgem sua conceição foi sobrenatural, não de semente humana, mas divina”. Quando José, homem justo, soube que a sua querida noiva achava-se grávida, resolveu deixá-la sem que ninguém soubesse, foi quando apareceu o anjo do Senhor, e mandando que a recebesse como sua mulher.

Cerca de cinco anos antes do nascimento de Jesus, havia um sacerdote já avançado em idade, cujo nome era Zacarias, estava no templo queimando incenso, quando apareceu um anjo e lhe disse que havia de nascer um filho que sendo cheio do Espírito Santo, e ia adiante do Senhor, no Espírito e poder de Elias, a fim de preparar um povo para Ele. Pouco meses depois foi enviado por Deus o anjo Gabriel a jovem desposada com José ambos da tribo de Judá, que viviam em uma cidade chamada Nazaré.

Ao se aproximar de Maria esta se turbou ao ouvir aquelas palavras do anjo “salve eu te saúdo como a mulher favorecida entre todas as mulheres, não temas porque achaste graça diante de Deus, e tu darás a luz a um filho a quem porás o nome de Jesus; Ele será chamado filho do altíssimo e lhe Dará o Senhor o trono de Davi seu pai, reinará na casa de Jacó eternamente e o seu reino não terá fim”.

Maria ignorava a maneira como poderia realizar o anuncio daquele anjo. Continuou o anjo “virá sobre te o Espírito Santo, e o poder do altíssimo te cobrirá com a sua sombra: por isso o que há de nascer será chamado Santo: filho de Deus. Pois para Deus nada é impossível”. Ao que respondeu: Eis aqui a serva do Senhor: cumpra-se em mim segundo a sua palavra. –Maria no momento de maior exaltação, só teve uma atitude, humildade se entregando inteiramente a vontade de Deus. (Eva escutando a serpente ignorou a palavra de Deus e condenou a humanidade).

Maria humilhando-se e obedecendo a voz do Senhor cooperou para a salvação de humanidade que estava perdida. Passados nove meses de obscuro silencio, Maria e José caminharam para a cidade de Belém de Judá onde tinha sido decretado o recenseamento do então rei Cirino e para que cumprisse a profecia do profeta Miquéias que indicou esta cidade como pátria do futuro Messias (5;2).
Assim nasceu o filho de Deus, os anjos cantavam gloria a Deus nas alturas.

Jesus é apresentado no templo

No dia em que Jesus foi apresentado no templo, o velho Simeão tomando-o em seus braços proclamou: “Luz para iluminar as nações e para gloria de teu povo Israel”. (Lc 2:32). Mas antes desta profecia o profeta Isaias proclamou “o povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz”. (Is 9:2). –Essa luz divina que emana de Cristo foi vista em forma de estrelas por homens de terra longínquos, num lugar ao oriente da palestina. Esses homens seguiram o fenômeno sobrenatural até vê que a luz pousava em cima do lugar onde estava o menino.

Esta aparição da estrela coincidia com a espera do Messias pelos judeus, e aqueles pastores não duvidaram em seguir a inspiração divina que os impeliam a deixar tudo, a fim de descobrir a verdade. Aqueles homens não procuraram o Senhor Jesus em desfiles régio como ingenuamente nos são apresentados, mas chegaram a Jerusalém e depois a Belém, cansados de uma viagem longa e incerta desiludidos pela ignorância e apatia do povo e do rei da Judéia, mas o seu maior prêmio foi o encontro com o Cristo, ao qual ofereceram o melhor que tinham a sua fé, e como prova de sua fé, deram presentes trazidos de suas terras, (ouro, incenso e mirra). Jesus neste episódio fez sua apresentação diante dos gentios, pois que o Messias dos judeus é o Messias do mundo inteiro. E é a realização do cumprimento de todas as profecias feitas a Israel. É certo que os primeiros fiéis foram israelitas, porém é certo de Cristo é a luz para iluminar aos gentios como afirma João no seu prólogo: “ali estava a luz verdadeira que ilumina a todo homem que vem ao mundo (Jô 1:9). 
Jesus crescia em sabedoria e em graça diante de Deus e dos homens.

O Batismo de Jesus

Este é o meu filho amado” quando Deus determinou que o caminho da redação manifestasse total e claramente ao povo de Israel, dirigiu sua palavra a João, filho de Zacarias, e no deserto como havia anunciado o profeta Isaías: “Eis que eu envio o meu anjo que preparará o caminho diante de mim” e ele foi por toda terra do Jordão, preparando e pregando o batismo de arrependimento para o perdão dos pecados.E naqueles dias apareceu João batista pregando no deserto da Judeia.

E dizia: arrependei-vos porque é chegado o reino dos céus”, e iam até João multidões de todas as partes de Israel para serem batizados no rio Jordão. E Jesus veio ali para ser batizado com este batismo da remissão de pecados, isto era necessário acontecer na vida pública de Jesus se colocando ao lado dos soldados, dos publicanos, dos ladrões e dos pecadores. Ora sabemos que o Senhor Jesus se humilhou a si mesmo, antes da circuncisão e também no batismo. O que nos mostrar que o Senhor não se batizou por causa dos seus pecados, pois não tinha nenhum, e sim, como símbolo do seu amor.

Depois que Jesus foi batizado no rio Jordão algo de maravilhoso aconteceu, eis que os céus se abriram para do testemunho daquele que viria para salvar o mundo do pecado, e eis que uma voz dos céus dizia: “Este é o meu filho amado, em quem mim comprazo. (Mt 3:17). Com este batismo no rio Jordão o Senhor Jesus começou a manifestar sua decisão de tomar as nossas culpas em nosso lugar. Dali retirou-se para o deserto a fim de orar e jejuar.

No silêncio do deserto

No silêncio e na solidão do deserto quente das terras de Judá, o Senhor Jesus começou sua preparação para o seu ministério. Ficando em oração e jejum por quarenta dias e quarenta noites sofrendo por toda humanidade.

No momento de angustia e sofrimento o diabo aproximou-se dele em forma humana para fazê-lo cair em tentação do abuso do poder da palavra do Onipotente Deus. Pois este teve fome, chegando-se perto dele disse: Se tu eis o filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ao que o Senhor respondeu: “nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que saem da boca de Deus”.

Dali o diabo levou-o para a cidade santa e colocou-o sobre o pináculo do templo, dizendo: “Se tu eis o filho de Deus, lança-te daqui abaixo, por que está escrito que aos seus anjos dará ordem a teu respeito e estes tomar-te-á nas mãos para que não tropeces em alguma pedra”.

Depois o levou-o para um monte muito alto e mostrou-lhe todo o reino do mundo e a gloria deles. E disse-lhe: “Tudo isto te darei se, de joelho me adorar. Ao que respondeu Jesus: está escrito só o Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás”. Em vez de um messias terreno e príncipe deste mundo, Jesus prefere ser o servo de Deus, cheio de sofrimentos, anunciado pelo o profeta Isaias, prefere padecer e aceitar o cálice que lhe deu o Pai, para entrar na sua glória.

Saindo do deserto Jesus ia passando em um caminho e ali estava João Batista com os seus discípulos, ao vê-lo João Batista exclamou: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Assim João Batista passou o ministério que até então era seu para o Senhor Jesus. Alguns discípulos de João seguiram ao mestre. Percorria Jesus por toda a terra de Israel, fazendo milagres e ensinando a palavra de Deus.




























































































































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